E assim, neste silêncio de paz e tranquilidade
Vez ou outra, surge esta voz que murmura
Sorrateira, repentina e toda dona da verdade
Que há, de facto, pesado e imutável silêncio
Não um vazio de sons, porque ouço as ambulâncias
E os carros, e as pessoas na rua
É mais como se fosse um antigo estêncil
Mas sem as respectivas cópias, só suas ânsias
E a pura e simples verdade - toda nua.
Apesar da voz, perdura a serenidade
E eu - eu e minhas circunstâncias
E a realidade, toda crua.
Não tem mal. Haja lucidez e maturidade.
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